segunda-feira, 26 de julho de 2010

Hoje


Tudo é falado, explicado e nada entendido, somos frutos de um mundo perdido, do mundo que seduz e nos conduz a servir, consumir e a cada dia a se denegrir. E nesta confusão geral somos obrigados a viver e a tentar sobreviver.

Ilusão e convicção do todo, mas nem sempre do conteúdo, pessoas caminhando de lá pra cá a procura do ficar e nunca do realizar.

O abraço, o beijo e o amor já não fazem parte do hoje e sim do passado, alienados e conectados vivem o prazer e o desejo no teclado. O corpo já não sente mais o calor... e o sentimento virou vapor e nossa escrita um verdadeiro temor.

Ação virou “acao” e percepção, “percepcao”, palavras contraditórias que um dia fez história e hoje fica na memória de uma geração atormentada pela diversão. O doce já não é mais doce, pois agora alucina e faz de um jovem normal uma pessoa cretina, vítima? Sim, do sistema e das regras impostas pela sociedade e por que não dizer; vitimas de seus próprios pais.

O caos é total e estamos alimentando uma geração de órfãos de amor, carinho e compaixão, estamos aceitando as regras do time do coração. Estamos torcendo contra nós mesmo, estamos á mercê de tudo e de todos. Somos pequenos perante o mundo, mas grandes em relação ao universo, somos a criação perfeita e a força imediata que faz o laço, mas não desata o nó.

Todos juntos somos um só, mas separados, somos como pó, espalhados e jogados pelo ar e pra qualquer lugar. Estamos respirando nós mesmo, estamos nos consumindo e destruindo o instinto, o sentimento e todo nosso conhecimento.

Já não somos mais os mesmos, estamos condenados a sofrer pelo erro de todos, somos nós culpados do exagero e do desespero da geral. Fecham-se as cortinas e abrem-se as jaulas... o show vai começar!

Mentiras, palavras malditas e frases totalmente esquecidas, deixadas e largadas, zipadas e gravadas em um cd. Encurralados dentro de uma hd assim está você, eu, todos nós, reféns de uma máquina que nós mesmos criamos para nos destruir. E isso, nos deixa com-uma-“puta”-dor.

Uma canção de ninar toca no fundo, no balançar do berço eu me esqueço de tudo e me lembro do tempo de criança, mas essa distância me conduz para o passado e me faz assumir toda essa culpa.

Mesmo que eu descubra o remédio não consigo curar a doença do mundo de hoje, pois, todos estão seguindo para um caminho que eu não fiz o mapa, mas o destino eu sei qual seguir, e você, sabe?

Somos o que queremos induzidos pelos ensinamentos que aqui adquirimos.

Um comentário:

Olhos Verdes disse...

Gui, realmente uma conexão muito forte este seu post com o meu último sobre o bullying. Amigo, também preciso ficar muitas vezes em silencio para aprender as coisa do meu jeito, não me sinto a vontade por aqui. As vezes penso que ETs existem, mas o que sei ao certo é que nós somos estranhas criaturas... Um grande beijo e mais uma vez, me fez pensar e acreditar que existem pessoas que valem a pena!
Bjs

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