Camponesa, céu e mar.
Foto: Gui Venturini Lá estava o castelo, uma fortaleza onde sentinelas tomavam conta em todas as pontas, onde cavalos e cavaleiros juntavam-se em um só, o pó era o nó que dava o laço na forca que esperava um pescoço para ser abraçado. A porta estendia-se feito ponte, reis e rainhas, atravessavam e trafegavam seus sonhos e desejos, seus desafios e congestionamentos, suas duvidas e argumentos, seus sofrimentos. Eu, não estou à procura da princesa, mas sim, em busca da camponesa, que corre livre pelo campo, que deixa o vento tocá-la e as flores abraçá-la. Eu quero a camponesa que corre atrás das borboletas e descansa seus sonhos na grama verde do campo brevemente extenso com pequenas pétalas brancas, botões amarelos e folhas verdes, elas, decoram todo o tapete aveludado de um caminho sem fim. O vento no seu ventre parece borboletas emboladas feito flores a desfilar no ar e dançar a próxima valsa a tocar, os anjos exibem harpas, violinos e flautas em sinfonia com a orque...