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Pra onde o amor irá...

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Por mais que caminhamos nunca chegaremos ao mesmo lugar que o amor que procuramos está, o amor vaga como cada um de nós vagamos em busca do mesmo amor que se propaga e encontra outro coração. Amores que vem, amores que vão, amores que viajam pelo ar, pelo sol, pela lua, amor que fica preso ao tempo. Tempo e espaço que descompassam o comportamento natural de sentir e amar, de ouvir e declamar, de chorar e sorrir pelo o amor que vai chegar. Pra onde o amor irá, eu também quero estar, encontrar, abraçar e beijar como se fosse o primeiro amor que senti e provei, o amor está solto pelo ar...e eu, a lhe encontrar. Buscarei todos os dias, recitarei para o vento para que ele leve até os seus ouvidos o que meu coração está dizendo e o que meus pensamentos estão trazendo para minha lembrança. Lembrarei a cada segundo do seu olhar, do seu sorriso e do seu abraço amigo, mas acima de tudo, lembrarei do amor que está contido dentro de cada um de nós, chegará o dia que esse amor irá ...

Não acredito mais

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Foto: Gui Venturini Eu não acredito mais nas palavras ditas, pois todas elas se desmentem no decorrer dos dias. Eu não acredito mais nas palavras dirigidas, pois todas elas não são habilitadas para transitar em direção aos meus ouvidos. Eu não acredito mais, porque tudo que foi dito, acaba indo para o abismo e encaminhado para o veredito. Tudo acaba sendo julgado e diluído em um caldeirão de incertezas e, o que lá traz teria sido escrito, acaba sendo apagado, pois a impressão acabou desaparecendo e o papel ficou em branco. Estamos vivendo páginas escritas, mais apagadas, estamos seguindo, sem deixar pegadas, estamos amando sem sermos amados, estamos sobrevivendo pela vida que está morrendo. Somos humanos sem ser, estamos em busca do ter e, quando não temos, esquecemos de ser o que somos e vivemos a procurar o poder. O espaço é pequeno e a ganância faz que você se corrompa, os seus olhos se fecham para o mundo e se abrem para a tristeza. Sua alegria se transforma em â...

Quebra cabeça

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Eu estou aqui mais um dia a entender o porque estou aqui. Estou para entender, fazer e acontecer, estou para crer que tudo que vivo não é uma crença para ser entendida. O que vivo é apenas a vivência de todos nós e, todos nós, vivemos para sobreviver. O que vivenciamos são apenas flashes, são momentos de aprendizado, decepção e ternura, somos apenas peças que se encaixam como um quebra cabeça. A nossa vida é montada a cada dia e, nunca, será terminada. A cada peça descoberta é uma chance de entender o que já vivemos e o que ainda será vivido. Nesta vida sempre faltará uma peça para ser montada, por isso, quebraremos a cabeça para entender a vida, pois ela, nunca deixará que esse jogo seja montado e muito menos acabado. Montaremos dúvidas, montaremos pensamentos, mas, nunca, montaremos o entendimento correto que a vida irá montar. Desmontados somos nós, assim somos nós, uma peça perdida no jogo da vida.

Nuvens

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Foto: Gui Venturini As nuvens desenham o infinito do céu azul, transformam o anil em branco algodão, cria formas abstratas em um linear céu sem fim. O grande céu deu espaço as nuvens, que nascem para pintar a grande tela, que é pintada pelo tempo em todos os momentos e em todas as formas. O grande artista todo dia trás uma nova obra com formas e belezas diferentes, mas todo dia trás uma nova forma de pensar. As nuvens estão soltas pelo ar, não é uma arte estática, mas sim, em movimento, não está aprisionada em uma tela ou em uma moldura, está liberta em um céu azul, cinzento ou escuro, as nuvens, estão na arte natural do tempo. A beleza da sua arte é perfeita que até choram com os desenhos que o tempo esculpe, nuvens são a sensibilidade do artista a criar, nuvens, são desenhos a inspirar. A sua arte e movimento trazem o sol e, a noite, para embelezar, faz a transformação á todo momento. A arte de um artista e a liberdade de expressar, como a liberdade do tempo é cri...

Minhas mãos

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As minhas mãos podem apalpar o impalpável, pode tocar o intocável, mas acima de tudo pode sentir o toque do não sentir. Mesmo que não toque posso sentir o sentimento de não acariciar, mas sinto o sentido do não acalentar. As mãos podem alcançar a distância, mas não pode chegar até a rejeição, mesmo que o querer possa dizer não, as mãos, persistem a querer tocar. O toque é o sentir da distância que se torna a cada dia mais distante, mas persiste em querer encontrar. O encontro das mãos é o abraço a acontecer, é o encontro de um ser a conhecer um novo ser. Seremos cúmplices do conhecer, do aprender e do sentimento a aparecer. Aparecemos, pois o tocar é algo a acariciar, é o toque a mostrar o sentir, é o desejo a contemplar. As mãos estão a procura do que já foi encontrado, é a espera do desejável.

A escrita

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Foto Montagem: Gui Venturini A minha escrita escreveu escrituras descritas nas criaturas que criei como criados que cravaram movimentos caligráficos que formaram desenhos que descreveram meus movimentos. Criaram em mim um criadouro de pensamentos, pensamentos esses que contradiz o que dizem sobre pensar. Pensar esse que muitos querem contradizer, mas o entender, você não quer dizer, pois entender e para aqueles que querem saber. A minha escrita é descrita em parábolas, em parênteses que são interpretados pelos que entendem, e não, pelos que querem entender. Por mais que procuramos saber nunca entenderemos o ser, seremos serenos, mas não entendedores, seremos apenas aprendizes tentando entender. Não entendo e nunca irei entender, assim sou eu, assim é você.

Palavras

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Foto: Gui Venturini Quando minhas palavras chegarem até você pode ser que elas já não tenham a mesma força e poder de quando elas foram ditas. Essas palavras que significam significados são as mesmas palavras que demonstram carinho e sentimentos. São palavras pensadas, guardadas, expostas que por muitas vezes não são ouvidas. Eu disse a você sobre as palavras, mas você nunca quis entender ou ouvi-las. Em cada uma destas palavras, eu, quis escrever, mas por muitas vezes minha caligrafia se desfez, minhas mãos já não escrevem mais como antes e minhas palavras faladas tem gosto de saudade. Se todos os dias que passam podem ser escritos, porque deixo as páginas virarem, porque deixo que as palavras se percam no caminho, porque já não as leio mais? O livro escrito está na imaginação, está no amor e na compreensão de todos nós, só não consigo escrever, pois minhas mãos já não obedecem mais a minha mente, minhas mãos seguem a batida do meu coração e no ritmo do vai e vem a minha...