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Essa bola que gira

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2014 marca o ano da nossa Copa do Mundo, marca momentos de inconformismo, mas já que aceitamos a realização, vamos realizar, recepcionar e festejar, não a Copa, pois a Copa e da FIFA, mas vamos festejar o evento que está sendo realizado em nosso país, porque quando recebemos alguém em nossa casa, procuramos receber muito bem ou não? Não somos o país do futebol , pois quem mais enche os estádios são os alemães, depois ingleses, espanhóis e não nós os brasileiros, por isso, que não temos a obrigação de achar que temos que ser o melhores na bola, mas sim, precisamos lutar para que sejamos os melhores em educação, cultura e saúde. Manifestação deve existir, vandalismo não, por isso, não vamos quebrar o que já está quebrado, vamos começar a concertar, pois a bola está em nossas mãos. Abaixo segue um verso para sua interpretação e para marcar a nossa Copa. Essa bola que gira Gira o mundo, gira a vida. Bola que circula, E faz girar... Girar tudo a nossa volta,...

Minhas mãos

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As minhas mãos podem apalpar o impalpável, pode tocar o intocável, mas acima de tudo pode sentir o toque do não sentir. Mesmo que não toque posso sentir o sentimento de não acariciar, mas sinto o sentido do não acalentar. As mãos podem alcançar a distância, mas não pode chegar até a rejeição, mesmo que o querer possa dizer não, as mãos, persistem a querer tocar. O toque é o sentir da distância que se torna a cada dia mais distante, mas persiste em querer encontrar. O encontro das mãos é o abraço a acontecer, é o encontro de um ser a conhecer um novo ser. Seremos cúmplices do conhecer, do aprender e do sentimento a aparecer. Aparecemos, pois o tocar é algo a acariciar, é o toque a mostrar o sentir, é o desejo a contemplar. As mãos estão a procura do que já foi encontrado, é a espera do desejável.

Quando o vento espalha minhas palavras

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Todas as palavras que guardei foram levadas pelo vento, quanto mais tentei guardá-las mais elas foram espalhadas, tentei esconde-las, mas o vento se fez forte e as levou. Levou para o infinito, levou para o longínquo mundo sem fim. O vento é algo a sentir, não posso ver e muito menos conter, apenas posso seguir o seu destino, para onde quer que ele leve minhas palavras, espero que chegue até você e, que estas palavras, possam tocar e acariciar todos os sentimentos contidos em seu eu interior. Me joguei ao vento para encontrar as palavras perdidas no meu universo astral, em cada uma delas que encontrei não eram as mesmas que tinham saído de mim. A dispersão de pensamentos, fizeram que elas mudassem, que transformassem versos em poesias e histórias em realidade. O vento juntou as minhas palavras e as transformou em rimas, transformou um pensar singular em plural, transformou todo sentido contido e fez que o amor fluísse pelos quatro cantos redondos do nosso mundo. ...

Ilustração Poética - Orgânico

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Desenho Poético por Gui Venturini

A escrita

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Foto Montagem: Gui Venturini A minha escrita escreveu escrituras descritas nas criaturas que criei como criados que cravaram movimentos caligráficos que formaram desenhos que descreveram meus movimentos. Criaram em mim um criadouro de pensamentos, pensamentos esses que contradiz o que dizem sobre pensar. Pensar esse que muitos querem contradizer, mas o entender, você não quer dizer, pois entender e para aqueles que querem saber. A minha escrita é descrita em parábolas, em parênteses que são interpretados pelos que entendem, e não, pelos que querem entender. Por mais que procuramos saber nunca entenderemos o ser, seremos serenos, mas não entendedores, seremos apenas aprendizes tentando entender. Não entendo e nunca irei entender, assim sou eu, assim é você.

O amanhã de hoje

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Foto: Gui Venturini Hoje estou aqui mais um dia a pensar no que amanhã eu posso fazer, pois a cada dia pensamos em fazer o mesmo que amanhã possamos fazer com a perfeição do hoje.  Amanhã será hoje esperando um novo amanhã que se tornará hoje e assim os amanhãs vão chegando e os hojes também, vivemos entre hoje e amanhã dos dias a passar. Os dias são os mesmos como as noites também, o passar do tempo nos faz aperfeiçoar o pensar de cada um de nós e nos leva mais uma vez até o amanhã que será hoje no tempo vivido por mim e por você. Hoje será mais um dia que passo a esperar o amanhã chegar, pois todos os dias serão hoje e os amanhãs também, entre hoje e amanhã a vida passa e, eu, a esperar o amanhã que se torna mais uma vez o hoje. Amanhã será um novo dia e tudo será como ontem no hoje de todos os dias. Hoje mais uma vez estou aqui esperando o amanhã chegar.

Luz da lua e raio de luar

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Foto e Montagem; Gui Venturini Silenciosa é á noite onde aparecem seus raios, sua luz, as noites que passei no escuro foram iluminadas por você, você que transcende e acende o amor luzente. O iluminar da noite que se faz calada, que apenas ouço o zumbido dos grilos e cigarras, que aparecem para tocar a sinfonia silenciosa de mais uma noite lua-mar. Desenhada sobre o lençol d´água, vejo um caminho a se fazer mar adentro, sigo o caminho e vejo que para o longínquo fundo do mar o caminho me faz guiar. As ondas em pedaços se juntam para um abraço, para o quebrar no fim e o recomeçar na praia-mar. Iemanjá, mãe dos peixes e rainha do mar, Poséidon, o rei dos mares, o Deus e a Orixá, que das águas criam o mar, criam o amar. O mar da imensidão, o amar da nova paixão, mares e amares, continua na indecisão, da grandiosidade do começar e não enxergar o findar. A noite enluarada emana luz e raios a acalentar, faz clarear, iluminar o vosso ninar. Lua e mar, luz e luar, raio e ...