sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Pela Janela



Pela janela vejo carros passando com toda pressa.

Pela janela vejo o terreno baldio onde o mato já não é mais grama,
onde o cavalo se esbanja e os pássaros se alimentam.

Pela janela vejo o trânsito parado e ás vezes exagerado, pela
janela fico pensando o quanto somos apressados.

Pela janela vejo o tempo passar, o vento a balançar a copa das árvores,
o mesmo vento que leva as folhas que você pensa em varrer.

Pela janela, vejo pessoas caminhando e pensando,
algumas preocupadas outras entusiasmadas.

Pela janela vejo o sol nascer e se esconder,
vejo um céu estrelado e a lua no alvorecer,
conto as estrelas e volto ao começo.

Passa o dia e chega noite, adormeço
e vejo o recomeço pela janela.

Pela janela não me canso de olhar,
Vejo paisagens e a vida selvagem,
Vejo prédios gigantescos
E animais sem mais aconchego.

Um beija-flor veio me visitar,
Mas foi ligeiro porque a pressa já não é mais só do ser humano,
pois os animais também têm, pressa de voar, correr e nadar,
tudo isso, para você não o alcançar.

Pela janela, vejo tudo, só não vejo o amor profundo.

3 comentários:

Panacea disse...

Simplesmente iluminado meu caro! Palavras que retratam muita sensibilidade para a vida, uma janela de emoções! Grande abraço!

Olhos Verdes disse...

Aqui tudo me faz parar, pensar, respirar e entender um pouco mais sobre nossa condição de humanos. Tenho lembrado muito de tudo o que vc escreve Gui, sou sua fã, pode acreditar! Aproveito para me aproximar de sua janela. Deixo uma pequena carta, uma mensagem melhor dizendo. Desejo a você e toda sua família um grande final de ano. Desejo ainda poder continuar acompanhando seu blog e o seu pensar, muito especial mesmo.
Grande abraço!
Obrigada!

Gui Venturini disse...

O que posso dizer para vocês dois, bom...muito obrigado mais uma vez pelas lindas palavras e que eu possa compartilhar muitas vezes esses momentos de carinho e sinceridade.

Eu também sou fã de vocês meus irmãos.

Grande abraço!

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